domingo, 5 de setembro de 2010

Por Amor ou por Obrigação?

Hoje à tarde eu fiquei sem internet e por consequência sem Twitter, Blogger ou Youtube e no meu tempo ocioso fiquei pensando (não me pergunte o motivo): por que eu vou à Igreja? Qual é o sentido real de ir à Igreja? Vou por obrigação ou por que hoje será festa de algum grupo ou pastor? Ou eu vou por que hoje é domingo?


Sou evangélico desde os três anos e, graças a Deus, nunca me desviei ou me afastei dos Seus caminhos, mas sempre tive uma mente muito questionadora e interrogativa, nunca fui de acreditar nas coisas só por que todo mundo gosta ou acha que deve ser assim. Sempre observei na Bíblia e me questionei se era isso mesmo que Deus queria ou se tudo não passaria de mais um engano pregado pelos falsos líderes e ovelhas cegas. Nunca fui de engolir todas as revelações e profecias que as pessoas dizem lá no púlpito, antes sempre confiro se tudo está de acordo com a Palavra de Deus (semelhante aos nossos irmãos de Beréia – Atos 17; 11?).

As pessoas sempre incendiaram a Igreja com um conjunto de normas e regras criando assim um Evangelho cheio de obrigações e responsabilidades. Tipo: se você é crente tem que participar de algum grupo na Igreja, da campanha evangelizadora, tem que ir à escola dominical, discipulado e etc. Considero todas essas atividades ótimas para a vida espiritual e social de uma pessoa, já que você começa a criar laços de amizades mais fortes com outros irmãos e a buscar uma comunhão maior com o Espírito Santo. Mas isso tudo só é sadio e bom a partir do momento que é feito com amor. Não por obrigação ou aparência, mas amor. Ir à casa de Deus, orar, jejuar, participar dos cultos e consagrações, deve ser algo prazeroso e saudável, mas quando você faz isso por que alguém acha bonito ou por que você se acostumou, acaba se tornando algo ruim, cansativo e falso.

Eu mesmo cansei de ver pessoas serem forçadas a irem à Igreja ou fazer parte de lugares que não gostam ou não se sentem bem, por que os pais querem ou por qualquer outro motivo. Graças a Deus, a minha mãe sempre entendeu, e pôs em prática isso quando eu tinha 12 anos, que a minha vida espiritual deveria ser algo tratado entre eu e Deus. Ela sempre soube que a sua função, como mãe, é ser um dos suportes que me ajudam a caminhar em Cristo, seja dando exemplo de vida, me corrigindo ou me ensinando a Palavra de Deus. Por parte dela eu nunca fui forçado a nada e agradeço isso constantemente. Hoje eu sei o que é ser cristão (que é bem mais que ser crente), sei o tipo de atitude que devo ter perante a sociedade e sei quanto preciso de Deus na minha vida e em todo meu ser.




Desejo, sinceramente, que você, leitor, repense seu modo de vida e comece a fazer as coisas para Deus, não por ordem e força, mas por amor. Faça por que é bom e agradável, não por que você é obrigado.



Paz do Senhor!

Por Maison
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Dois anos de blog 31 de julho de 2011

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